Herpes Genital.
É uma doença sexualmente transmissível (DST), causada pelo vírus Herpes simplex do tipo 2, que ataca a pele ou as membranas mucosas dos genitais.
O herpes genital é geralmente transmitido nos períodos de doença ativa, ou seja, quando há lesões visíveis na região genital. Porém, mesmo nos períodos de remissão da infecção, quando não existem úlceras ou bolhas visíveis, podem haver vírus nas secreções genitais de homens e mulheres, o que favorece o contágio.
O uso da camisinha diminui o risco de transmissão, mas não o elimina completamente. A doença também não tem cura, mas tem tratamento. A pessoa contaminada por esse vírus terá ele pelo resto de sua vida.
O vírus tem um período de incubação de 1 a 26 dias e é indeterminado, se levada em conta a existência de portadores em estado de latência (sem manifestações) que podem, a qualquer momento, manifestar a doença.
No Brasil, 10 a 12 milhões de pessoas podem estar infectadas pela Herpes genital, segundo estimativas.
Tipos de herpes
O herpes se apresenta em duas formas, sendo o primeiro labial e o segundo genital, este trataremos aqui. Conheça-os:Herpes simplex tipo 1
O herpes genital é uma infecção causada pelo vírus herpes simplex tipo 2, que é transmitido através de relações sexuais. Já o tipo 1 também pode causar herpes genital, mas ele está habitualmente associado ao herpes labial.O vírus herpes simplex tipo 1 costuma causar lesão apenas na boca, mas pode ser transmitido para os órgãos genitais em caso de sexo oral. Uma vez contaminados, os pacientes com herpes genital pelo tipo 1 transmitem a doença do mesmo modo que os pacientes contaminados pelo tipo 2.
A diferença é que as crises pelo tipo 1 costumam ser mais brandas e menos frequentes, e a transmissão fora das crises é menos comum.
Herpes simplex tipo 2
Este tipo é transmitido por via sexual, sendo altamente contagioso enquanto o paciente apresenta lesões ativas. O grande problema do herpes genital é que a transmissão pode ocorrer mesmo nas fases em que o paciente está assintomático.Portanto, mesmo fora das crises o paciente continua eliminando o vírus de forma intermitente, podendo transmitir o herpes genital para o seu parceiro(a). Habitualmente em um período de 100 dias, o paciente passa 2 ou 3 dias eliminando o vírus de forma assintomática.
A frequência de eliminação do vírus vai se tornando menor conforme os anos passam em relação à primeira aparição do herpes. A eliminação fora das crises é maior nos primeiros três meses após a infecção primária.
E após 10 anos de infecção, a transmissão fora das crises vai se tornando cada vez menos comum.
“Um estudo selecionou cerca de 400 pacientes com herpes genital há mais de 10 anos e colheu amostras dos seus órgãos genitais fora das crises por um período de 30 dias consecutivos. Apenas 9% apresentavam neste intervalo o vírus detectável para transmissão.”
Sempre que um paciente apresentar uma nova crise, a sua taxa de transmissão assintomática se eleva novamente, voltando a cair conforme a última crise vai ficando mais antiga.
70% das transmissões do herpes genital ocorrem na fase assintomática, já que durante as crises o paciente costuma evitar ter relações sexuais. Pacientes HIV positivos que também tenham herpes genital é o grupo que mais apresenta transmissão durante a fase assintomática.
O vírus herpes simplex tipo 2 sobrevive por muito pouco tempo no ambiente, sendo incomum a transmissão através de roupas ou toalhas. Não se pega herpes genital em piscinas ou banheiros.
Causas
Dois vírus distintos podem causar herpes genital:- Vírus do herpes simples Tipo 1 (HSV-1).
- Vírus do herpes simples Tipo 2 (HSV-2).
O HSV-1 pode se espalhar da boca aos genitais durante o sexo oral. Já o HSV-2 é mais comum na vagina. O meio mais comum de se transmitir o herpes genital é pelo contato com a pele de uma pessoa infectada que tem lesões visíveis, bolhas ou erupções (uma crise ativa), mas também pode-se contrair herpes a partir do contato com a pele de uma pessoa infectada mesmo quando não há lesões visíveis (e a pessoa pode nem saber que está infectada) ou, ainda, pelo contato com a saliva ou com fluidos da vagina de uma pessoa infectada.
Sintomas da Herpes Genital
Na maioria da vezes, o indivíduo não sabe que foi infectado com o vírus do herpes genital, porque é comum que a doença não manifeste sinais ou sintomas. Inclusive, a maioria das pessoas que se infecta com o vírus herpes simplex tipo 2 não desenvolve doença, permanecendo assintomáticos e sem ter conhecimento do contágio. Há estudos que sugerem que até 80% dos pacientes contaminados não desenvolvem sintomas.Contudo, há sintomas característicos da doença que podem aparecer, são eles:
- Cascas que se formam quando as úlceras cicatrizam.
- Dores e irritação que surgem de dois a dez dias após o contágio.
- Manchas vermelhas e pequenas bolhas esbranquiçadas que costumam surgir dias após a infecção.
- Úlceras na região dos genitais, que podem chegar a sangrar e causar dor ao urinar.
- Pequenos agrupamentos de bolhas e feridas.
- Coceira e desconforto (são comuns depois de 2 a 10 dias de ter sido infectado).
- Ardor ao urinar caso as bolhas estejam perto da uretra.
- Ardor e dor ao defecar, caso as bolhas estejam próximas do ânus.
- Ínguas na virilha.
- Apetite reduzido.
- Febre.
- Mal-estar geral.
- Dores musculares na parte inferior das costas, nádegas, coxas ou joelhos.
- Linfonodos aumentados e sensíveis na virilha durante uma crise.
- Sensação de ardência, queimação e dor (principalmente ao urinar) nas partes genitais (região genital, anal).
- Surgimento de vesículas na região genital, anal, nas coxas ou nas nádegas. As vesículas se assemelham a pequenas bolhas repletas de líquido. Considera-se este líquido muito contagioso, pois é nele que se encontram todos os herpes.
As mulheres podem ter corrimento vaginal ou, ocasionalmente, não podem esvaziar a bexiga e precisam de um cateter urinário.
As feridas características do herpes genital surgem imediatamente quando o vírus entra no organismo. O paciente pode espalhar a ferida tocando-a e, depois, passando as mãos por outras partes do corpo.
Esta doença pode causar feridas no pênis, saco escrotal, coxas e na uretra, bem como na vagina, vulva e colo do útero, elas também podem aparecer nas nádegas, boca e no ânus.
Após semanas ou meses depois da primeira crise, uma segunda poderá aparecer. Essa crise é quase sempre menos grave e de menor duração que a primeira. Com o tempo, o número de crises pode diminuir.
Uma vez que uma pessoa é infectada, no entanto, o vírus se esconde nas células nervosas e permanece no corpo. O vírus pode permanecer “dormente” (adormecido) por um longo período (chamado de latência).
A infecção pode se reativar ou piorar a qualquer momento. As situações que podem ativar infecções latentes e iniciar uma crise incluem:
- Fadiga.
- Irritação genital.
- Menstruação.
- Estresse físico ou emocional.
- Trauma.
Fonte:https://www.tuasaude.com/sintomas-de-herpes-genital/
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